Depressão resistente: os impactos de adiar o tratamento
Postado em: 04/06/2025
Conteúdo sob responsabilidade médica de Dra. Christina Fornazari (CRM 156.680-SP, RQE 65302, Especialista em Psiquiatria), com atuação em psiquiatria intervencionista. Post atualizado em 14/07/2026.

A depressão resistente ocorre quando a pessoa não apresenta melhora significativa dos sintomas após o uso de pelo menos dois antidepressivos diferentes, em doses adequadas e por tempo suficiente.
É comum que quem convive com esse quadro adie a busca por novas opções de tratamento, seja por medo, falta de informação ou pela esperança de que os sintomas passem sozinhos. Esse adiamento, porém, costuma trazer consequências para a saúde mental e também para a vida social, profissional e física. A seguir, explicamos por que buscar ajuda mais cedo faz diferença.
Os riscos de adiar o tratamento
A depressão não tratada, ou tratada de forma incompleta, afeta muito mais do que o humor. Com o tempo, os sintomas tendem a se intensificar, o corpo sente o desgaste e o funcionamento cognitivo também pode ser prejudicado.
Entre os principais impactos de adiar o tratamento da depressão resistente, podem aparecer perda progressiva de interesse pela vida, com isolamento social e afetivo; queda no desempenho profissional, com risco de conflitos ou afastamento do trabalho; desgaste das relações, com dificuldade de manter vínculos; comprometimento de memória e concentração, que afeta decisões e organização; risco aumentado de ideação suicida, sobretudo diante de desesperança prolongada; e agravos físicos, como dores crônicas, alterações do sono e mudanças no apetite.
Quanto mais longo o período sem uma abordagem adequada, mais difícil pode ser o manejo do quadro. Por isso, buscar ajuda é um passo importante, e não um sinal de fraqueza.
Caminhos possíveis para o tratamento
Existem diferentes abordagens para a depressão resistente, e a combinação de estratégias costuma ser o caminho mais indicado, sempre conforme avaliação médica. Cada pessoa precisa ser avaliada individualmente, levando em conta o histórico clínico, os sintomas atuais e as respostas a tratamentos anteriores. Entre as opções:
- Psicoterapia, que oferece um espaço de acolhimento e escuta, ajudando a pessoa a compreender suas experiências, lidar com pensamentos negativos recorrentes e construir novas formas de enfrentar os desafios. Há diferentes abordagens, e é possível encontrar a que combina com cada pessoa.
- Acompanhamento psiquiátrico e uso de medicamentos, com ajustes que investiguem as razões da falta de resposta e considerem o histórico e a resposta individual.
- Infusão de cetamina, considerada em casos de depressão resistente. A cetamina age nos receptores de glutamato e está associada à reorganização de conexões em áreas do cérebro afetadas pela depressão. Administrada em ambiente clínico controlado e com acompanhamento, pode contribuir no quadro, inclusive quando há ideação suicida aguda. A indicação é sempre médica.
A depressão resistente não é sinal de fraqueza nem falta de vontade. É uma condição clínica que merece atenção, respeito e abordagem adequada. Buscar ajuda mais cedo reduz o risco de agravamento e favorece a retomada da rotina.
Perguntas frequentes
Adiar o tratamento da depressão resistente piora o quadro?
Pode piorar. Sintomas persistentes tendem a se intensificar com o tempo e a impactar mais a vida da pessoa. Buscar avaliação mais cedo ajuda a reduzir esse risco, embora a resposta varie de caso a caso.
Como saber que é hora de rever o tratamento?
Quando não há melhora significativa após pelo menos dois antidepressivos usados em dose e tempo adequados, ou quando os sintomas persistem e afetam o dia a dia, vale conversar com o psiquiatra sobre revisar a estratégia.
A cetamina é uma opção quando o tratamento demorou a avançar?
Pode ser considerada na depressão resistente e em quadros graves com ideação suicida aguda, sempre com indicação e acompanhamento médicos, dentro de um plano de tratamento.
Tratamento da depressão resistente na Clínica Innovatio Pamplona
Na Clínica Innovatio Pamplona, no Jardim Paulista, o tratamento com cetamina é conduzido por equipe preparada, em ambiente clínico controlado, com acolhimento e privacidade.
A avaliação clínica e a indicação do tratamento são conduzidas pela Dra. Christina Fornazari (CRM 156.680-SP, RQE 65302, Especialista em Psiquiatria), com atuação em psiquiatria intervencionista.
Se você ou alguém próximo convive com sintomas persistentes, não deixe para depois. Converse com a nossa equipe e agende uma avaliação.
Este conteúdo é informativo e não substitui a avaliação de um médico, que é quem indica o tratamento de acordo com o perfil de cada paciente.