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Depressão resistente: como a cetamina pode ajudar

Postado em: 10/02/2026

Conteúdo sob responsabilidade médica de Dra. Christina Fornazari (CRM 156.680-SP, RQE 65302, Especialista em Psiquiatria), com atuação em psiquiatria intervencionista. Post atualizado em 14/07/2026.

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A depressão resistente ocorre quando a pessoa não apresenta melhora após usar pelo menos dois antidepressivos diferentes, em doses e por tempo adequados. Essa condição pede uma abordagem diferente, já que os tratamentos convencionais nem sempre trazem o alívio necessário.

Nesses casos, a infusão de cetamina tem sido estudada como uma alternativa para quem não respondeu às opções anteriores. Por ter ação mais rápida e um mecanismo distinto dos antidepressivos comuns, pode ajudar em situações em que o sofrimento se prolonga apesar das tentativas já feitas. Entenda a seguir como ela funciona e em que contexto é considerada.

Como a cetamina age no cérebro

A cetamina atua de forma distinta dos antidepressivos tradicionais, que costumam influenciar os níveis de serotonina, noradrenalina ou dopamina. Em vez disso, ela age sobre o sistema glutamatérgico, especialmente nos receptores NMDA, com efeito sobre a plasticidade cerebral, que é a capacidade do cérebro de criar e reorganizar conexões neurais.

Essa ação está associada a uma comunicação mais eficiente entre áreas do cérebro afetadas pela depressão, o que pode aliviar sintomas como tristeza profunda, vazio emocional e desmotivação. Em parte dos casos descritos na literatura, o efeito é percebido em horas ou poucos dias, o que tem relevância especial em quadros graves. Isso descreve o mecanismo, não uma garantia de resultado em cada caso.

Quando a cetamina é considerada

A cetamina é considerada principalmente em casos de depressão resistente e no transtorno depressivo maior com ideação suicida aguda, quando é necessária uma resposta terapêutica mais rápida. Outros quadros podem ser avaliados caso a caso pelo psiquiatra.

A definição da indicação é sempre médica e parte da avaliação do histórico clínico, dos tratamentos anteriores e da gravidade do quadro atual.

A importância do acompanhamento profissional

O tratamento com cetamina não deve ser feito de forma autônoma nem fora de uma estrutura especializada. A substância só é administrada em ambiente clínico controlado, com equipe capacitada para monitorar o paciente antes, durante e após a infusão.

Durante o procedimento, é comum o paciente relatar sensações de leve dissociação, tontura ou sonolência. Por isso o acompanhamento médico existe: para dar conforto e segurança e avaliar a resposta ao longo das sessões. O tratamento também costuma estar inserido em um plano terapêutico mais amplo, com acompanhamento psiquiátrico e, quando indicado, psicoterapia.

A cetamina como parte de um plano integrado

A infusão de cetamina não é um tratamento isolado, e sim um recurso dentro de uma abordagem mais ampla de cuidado. Costuma ser associada a acompanhamento psiquiátrico contínuo, para ajustes e observação da evolução clínica; a psicoterapia, que abre espaço para reorganizar emoções, pensamentos e comportamentos; e a mudanças no estilo de vida, como sono adequado, alimentação equilibrada, atividade física e fortalecimento de vínculos afetivos.

O objetivo do plano não é apenas o alívio dos sintomas, mas uma recuperação mais sustentável, que permita à pessoa retomar a rotina com mais equilíbrio. O uso da cetamina é reconhecido na prática psiquiátrica para casos selecionados, e exige critério e supervisão profissional.

Para entender melhor o contexto, vale ler também o que fazer quando os antidepressivos não funcionam mais e o que esperar dos resultados do tratamento.

Perguntas frequentes

O que é depressão resistente?

É quando a pessoa não melhora após usar pelo menos dois antidepressivos diferentes, em doses e por tempo adequados. A confirmação é feita pelo psiquiatra, que avalia o histórico e os tratamentos já tentados.

A cetamina cura a depressão resistente?

Não se fala em cura. A cetamina atua na redução dos sintomas e costuma fazer parte de um plano de tratamento mais amplo, com acompanhamento psiquiátrico. A resposta varia de pessoa para pessoa e é avaliada ao longo das sessões.

A cetamina pode ser usada sozinha?

Não. A aplicação acontece em ambiente clínico controlado, com equipe monitorando o paciente, e faz parte de um plano que costuma incluir acompanhamento psiquiátrico e psicoterapia. O uso por conta própria não é seguro.

Tratamento com cetamina na Clínica Innovatio Pamplona

Na Clínica Innovatio Pamplona, no Jardim Paulista, a indicação e a expectativa de resultado são discutidas caso a caso, com equipe preparada e acompanhamento em ambiente clínico controlado.

A avaliação clínica e a indicação do tratamento são conduzidas pela Dra. Christina Fornazari (CRM 156.680-SP, RQE 65302, Especialista em Psiquiatria), com atuação em psiquiatria intervencionista.

Quer avaliar se esse tratamento faz sentido no seu caso? Converse com a nossa equipe e agende uma avaliação.

Este conteúdo é informativo e não substitui a avaliação de um médico, que é quem indica o tratamento de acordo com o perfil de cada paciente.


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