Infusão de Cetamina: Mitos e Verdades Sobre o Tratamento
Postado em: 16/06/2025

A Infusão de Cetamina tem ganhado destaque como uma alternativa eficaz para tratar a depressão resistente, entre outros transtornos psiquiátricos.
No entanto, por ser um tratamento relativamente novo na área da saúde mental, ainda existem muitos mitos e confusões sobre seu uso, segurança e resultados.
A seguir, vamos desmistificar algumas dessas informações!
Mito: “Cetamina e drogas recreativas são a mesma coisa”
Verdade: A cetamina é uma substância originalmente utilizada como anestésico e, em contextos médicos controlados, é segura.
A confusão surge porque a mesma substância, em doses altas e sem controle, já foi utilizada como droga recreativa.
No tratamento psiquiátrico, utiliza-se a escetamina (S-cetamina), que é um enantiômero mais seletivo, administrado em doses muito pequenas, com supervisão médica, em ambiente clínico e com protocolos seguros.
Mito: “A cetamina causa dependência”
Verdade: Quando usada de forma recreativa, a cetamina pode, sim, ter potencial de abuso. Mas em tratamentos psiquiátricos, a administração é feita com acompanhamento médico rigoroso, com número de sessões e intervalos bem definidos.
Pesquisas científicas não demonstraram risco de dependência quando o protocolo é seguido corretamente e o tratamento é realizado por profissionais capacitados.
Mito: “Os efeitos da cetamina têm sempre a mesma duração”
Verdade: A cetamina pode, de fato, promover alívio rápido — em alguns casos, já nas primeiras 24 a 48 horas após a infusão.
No entanto, a duração dos efeitos varia conforme o perfil do paciente, sendo comum a necessidade de sessões de manutenção.
O mais importante é que a “Infusão de Cetamina” faça parte de um plano de tratamento mais amplo, que inclua psicoterapia, acompanhamento psiquiátrico e cuidados com o estilo de vida, para consolidar os benefícios e evitar recaídas.
Mito: “A infusão de cetamina é um tratamento para qualquer tipo de depressão”
Verdade: A infusão de cetamina é indicada especialmente para casos de depressão resistente, ou seja, quando o paciente já utilizou ao menos dois antidepressivos diferentes sem resposta satisfatória. Também é indicada em casos de depressão resistente dentro do Transtorno Bipolar.
Ela também pode ser considerada em situações de depressão com ideação suicida aguda ou em quadros de ansiedade grave, mediante avaliação cuidadosa.
O uso indiscriminado não é indicado e deve ser sempre avaliado por um profissional especializado.
Mito: “É um tratamento milagroso”
Verdade: A infusão de cetamina não é uma cura instantânea nem um substituto para os outros tratamentos, mas sim uma ferramenta poderosa dentro de uma abordagem integrativa.
Quando associada a psicoterapia, estabilização medicamentosa e outras intervenções, os resultados tendem a ser mais consistentes.
Mito: “Qualquer clínica pode aplicar o tratamento de infusão de cetamina
Verdade: A infusão de cetamina deve ser feita apenas em clínicas especializadas, com equipe preparada, estrutura para monitoramento e protocolos baseados em evidências.
O tratamento envolve avaliação prévia, acompanhamento e ambiente seguro, o que garante não apenas a eficácia, mas também a segurança do paciente durante o procedimento.
Desmistificar a infusão de cetamina é essencial para ampliar o acesso responsável a esse tratamento. A informação correta, o acolhimento profissional e o cuidado fazem toda a diferença na jornada de quem enfrenta a depressão resistente.
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Christina Fornazari
Psiquiatra
CRM 156680 | RQE 65302
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