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Os principais mitos sobre o uso da cetamina no tratamento psiquiátrico

Postado em: 16/06/2025

Conteúdo sob responsabilidade médica de Dra. Christina Fornazari (CRM 156.680-SP, RQE 65302, Especialista em Psiquiatria), com atuação em psiquiatria intervencionista. Post atualizado em 10/07/2026.

Mitos e verdades sobre a infusão de cetamina
Os principais mitos sobre o uso da cetamina no tratamento psiquiátrico 2

Por ser um tratamento relativamente novo na psiquiatria, a infusão de cetamina carrega alguns mitos que confundem quem está pesquisando sobre o assunto. A seguir, cada um deles é explicado dentro do contexto real de uso em depressão resistente.

Mito: cetamina e drogas recreativas são a mesma coisa

A cetamina é uma substância originalmente usada como anestésico, e em contexto médico controlado é considerada segura. A confusão surge porque a mesma substância, em doses altas e sem controle, também é usada de forma recreativa.

No tratamento psiquiátrico, utiliza-se a escetamina, administrada em doses muito menores, com supervisão médica, protocolo definido de acordo com evidências científicas e monitorização durante toda a aplicação.

Mito: a cetamina causa dependência

Quando usada de forma recreativa, a cetamina pode, sim, ter potencial de abuso. Mas nos protocolos psiquiátricos, a administração é feita com acompanhamento médico rigoroso, número de sessões e intervalos definidos, e dependência não é um achado observado quando o protocolo é seguido corretamente.

Mito: os efeitos duram por um tempo fixo

A cetamina pode promover alívio perceptível já nas primeiras 24 a 48 horas em parte dos casos, com efeitos colaterais transitórios que também variam de pessoa para pessoa. A duração do efeito varia conforme o perfil de cada pessoa, e por isso sessões de manutenção costumam fazer parte do protocolo. O tratamento funciona melhor como parte de um plano mais amplo, que inclui psicoterapia e acompanhamento psiquiátrico contínuo, não como intervenção isolada.

Mito: é um tratamento para qualquer tipo de depressão

A cetamina é indicada principalmente para depressão resistente, quando não há resposta a pelo menos dois antidepressivos de classes diferentes, usados em dose e tempo adequados. A outra indicação reconhecida é o transtorno depressivo maior com ideação suicida aguda, sempre sob avaliação médica cuidadosa. Fora dessas indicações, o uso não é de rotina, e cada caso depende de avaliação individual.

Mito: é um tratamento milagroso

A infusão de cetamina não é uma cura instantânea nem substitui outros tratamentos. Ela costuma fazer parte de uma abordagem mais ampla, e os resultados tendem a ser mais consistentes quando associada à psicoterapia e ao acompanhamento psiquiátrico contínuo.

Mito: qualquer clínica pode aplicar o tratamento

A infusão de cetamina deve ser feita por clínicas especializadas, com responsabilidade médica identificável, protocolo de triagem documentado e monitorização contínua durante a sessão. Isso vale para qualquer clínica que ofereça o tratamento.

O que a literatura descreve sobre cetamina para depressão resistente

A cetamina modula os receptores de glutamato, mecanismo diferente do usado pelos antidepressivos convencionais, o que está associado a uma resposta mais rápida em parte dos estudos. Ainda assim, a indicação depende sempre de avaliação clínica, e a resposta varia de pessoa para pessoa.

Perguntas frequentes

A escetamina usada no tratamento é a mesma droga usada de forma recreativa?

Não. É o mesmo grupo de substâncias, mas o uso psiquiátrico envolve doses muito menores, protocolo definido e supervisão médica constante.

Preciso continuar em psicoterapia mesmo fazendo a infusão?

Sim. A cetamina costuma fazer parte de um plano mais amplo, e a psicoterapia ajuda a consolidar os resultados ao longo do tratamento.

Avaliação para o tratamento com cetamina na Clínica Innovatio Pamplona

Na Clínica Innovatio Pamplona, no Jardim Paulista, cada indicação de infusão de cetamina passa por avaliação criteriosa antes do início do protocolo.

Dra. Christina Fornazari (CRM 156.680-SP, RQE 65302, Especialista em Psiquiatria), com atuação em psiquiatria intervencionista.

Quer entender melhor o tratamento? Converse com a nossa equipe e agende uma avaliação.

Este conteúdo é informativo e não substitui a avaliação de um médico, que é quem indica o tratamento de acordo com o perfil de cada paciente.


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