Qual a Diferença entre Cetamina e Tratamentos Convencionais?
Postado em: 18/06/2025

Nos últimos anos, a Cetamina passou a ser reconhecida como uma alternativa promissora para o tratamento de depressão resistente, especialmente em casos em que os métodos tradicionais não oferecem alívio suficiente.
Apesar de seus bons resultados, muitas dúvidas ainda existem sobre como ela se diferencia dos tratamentos convencionais e se pode ou não substituí-los.
A verdade é que a cetamina não exclui o uso de outras terapias. Pelo contrário, ela deve ser integrada a um plano terapêutico abrangente, sempre com o acompanhamento de profissionais qualificados.
Para entender melhor, conheça a seguir as principais diferenças entre essa abordagem e os tratamentos mais tradicionais para a depressão!
Tratamentos convencionais para depressão
Os tratamentos convencionais para a depressão incluem, por exemplo:
- Uso de antidepressivos, como inibidores seletivos de recaptação de serotonina (ISRS), noradrenalina ou dopamina.
- Psicoterapia, que auxilia no entendimento das causas emocionais do sofrimento e no desenvolvimento de estratégias para lidar com ele.
- Cuidados com o estilo de vida, como sono, alimentação e prática de exercícios físicos.
Essas abordagens são eficazes para grande parte das pessoas que enfrentam depressão. No entanto, estima-se que até 30% dos pacientes não respondem suficientemente a essas estratégias.
É nesses casos que se considera a possibilidade de incluir a “Cetamina” no plano de tratamento.
Cetamina: uma nova abordagem com ação rápida
Diferente dos antidepressivos tradicionais, que atuam diretamente sobre os níveis de serotonina, noradrenalina ou dopamina e podem levar semanas ou meses para fazer efeito, a cetamina age sobre o sistema glutamatérgico, especificamente nos receptores NMDA.
Esse mecanismo permite uma ação mais rápida na plasticidade cerebral, promovendo a criação de novas conexões neurais e melhorando a comunicação entre áreas do cérebro afetadas pela depressão.
Como resultado, alguns pacientes com depressão resistente costumam relatar alívio dos sintomas em poucas horas ou dias após a infusão. A resposta é ainda mais significativa após poucas semanas de tratamento.
A cetamina também pode ajudar a reduzir ideações suicidas de forma mais imediata, sendo uma ferramenta valiosa em contextos de crise.
Um tratamento não visa substituir o outro
Apesar das diferenças no mecanismo e na velocidade de ação, é importante reforçar que a cetamina não substitui os tratamentos convencionais.
Ela é, na verdade, uma estratégia complementar, indicada principalmente para pessoas que não obtiveram melhora suficiente com antidepressivos ou que vivem situações de sofrimento emocional intenso.
Para que os efeitos da cetamina sejam duradouros, é importante que o tratamento esteja inserido em um plano terapêutico integrado, que pode incluir, por exemplo:
- Psicoterapia, oferecendo suporte emocional, autoconhecimento e novas ferramentas para lidar com o cotidiano. A terapia é uma aliada valiosa para sustentar os avanços promovidos pela cetamina.
- Acompanhamento psiquiátrico, com monitoramento da evolução do quadro e possíveis ajustes de medicamentos.
- Terapias neuropsiquiátricas, como estimulação magnética transcraniana, em casos específicos.
Além disso, o tratamento com cetamina deve ser realizado em clínicas especializadas, com estrutura para monitoramento e equipe qualificada.
Isso garante a segurança do paciente e a eficácia do procedimento.
A combinação entre cetamina e tratamentos convencionais pode oferecer uma abordagem mais robusta, sensível e eficaz, respeitando as necessidades individuais de cada paciente. O mais importante é que as decisões sejam tomadas com orientação profissional, de forma segura e personalizada.
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Christina Fornazari
Psiquiatra
CRM 156680 | RQE 65302
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