Escetamina: como funciona e quais as diferenças para a cetamina
Postado em: 24/11/2025

A busca por tratamentos inovadores para depressão resistente e transtornos psiquiátricos graves tem levado cada vez mais pacientes e familiares a conhecerem opções modernas, eficazes e com resultados mais rápidos. Entre elas, a cetamina se destaca como uma alternativa segura, respaldada por estudos científicos e cada vez mais utilizada em clínicas especializadas.
O termo “escetamina” também costuma aparecer quando falamos desse tratamento, o que pode causar confusão. Por isso, hoje você vai entender o que é cetamina, escetamina e quais detalhes são importantes nessa abordagem!
O que é cetamina?
A cetamina é um anestésico desenvolvido na década de 1960, amplamente utilizado na medicina por suas propriedades analgésicas e sedativas.
Mais recentemente, estudos começaram a demonstrar que, em doses controladas e aplicadas em ambiente médico, ela pode ter um efeito antidepressivo rápido e eficaz.
Por isso, a cetamina passou a ser considerada uma opção importante para pacientes com depressão resistente ao tratamento, ou seja, aqueles que não apresentam melhora significativa mesmo após o uso de dois ou mais antidepressivos convencionais.
Além disso, ela tem sido estudada para condições como a depressão no transtorno bipolar, dor crônica, fibromialgia, ansiedade grave, TOC (Transtorno Obsessivo-Compulsivo) e TEPT (Transtorno de Estresse Pós-Traumático).
Qual a diferença entre cetamina e escetamina?
A escetamina é uma forma mais refinada da cetamina.
Enquanto a cetamina é composta por dois enantiômeros (R e S), a escetamina contém apenas o enantiômero S, que mostrou ser mais potente nos efeitos terapêuticos.
Essa diferença molecular faz com que a escetamina seja considerada mais eficaz em determinadas situações, com maior afinidade aos receptores do cérebro relacionados ao humor e à dor.
Além disso, a escetamina é a primeira molécula derivada da cetamina aprovada especificamente para o tratamento da depressão resistente em diversos países, incluindo o Brasil.
Em resumo:
- Cetamina: mistura dos enantiômeros R e S.
- Escetamina: apenas o enantiômero S, mais direcionado e aprovado para uso psiquiátrico, principalmente em depressão resistente.
Na Innovatio Pamplona, a substância utilizada é sempre a escetamina, apesar de nos referirmos ao tratamento como “infusão de cetamina”, por ser a nomenclatura mais popularmente conhecida.
Como a cetamina, ou escetamina, é administrada?
A cetamina/escetamina geralmente é administrada por meio de infusões endovenosas, realizadas em clínicas especializadas sob monitoramento médico.
Esse procedimento garante controle da dosagem, segurança e acompanhamento dos efeitos durante e após a sessão.
É sempre essencial que haja supervisão médica. Os pacientes precisam ser acompanhados durante o tratamento para avaliar eficácia, segurança e possíveis efeitos colaterais.
Enquanto antidepressivos tradicionais podem demorar semanas a meses para mostrar efeito, a cetamina e a escetamina podem reduzir sintomas de depressão em poucas horas ou dias.
Além disso, em nossa clínica, utilizamos protocolos baseados em evidências científicas, sempre com acompanhamento próximo do paciente, para garantir o máximo de segurança e eficácia.
FAQ
1. Escetamina é a mesma coisa que cetamina?
Não. A escetamina é derivada da cetamina, mas contém apenas o enantiômero S, sendo mais direcionada para tratamentos psiquiátricos.
2. Quanto tempo demora para fazer efeito?
Muitos pacientes relatam melhora significativa em poucas horas ou dias após a aplicação.
3. O tratamento com escetamina é seguro?
Sim, desde que realizado em ambiente médico adequado, com monitoramento e protocolos padronizados.
4. Quem pode se beneficiar desse tratamento?
Pacientes com depressão resistente, ideação suicida, depressão no transtorno bipolar, TOC, TEPT, fibromialgia e dor crônica podem ter indicação.
5. Existem efeitos colaterais?
Podem ocorrer tontura, náusea, sonolência ou aumento da pressão arterial, mas geralmente são passageiros e controlados durante o acompanhamento.
6. O tratamento substitui a psicoterapia?
Não. O ideal é que ele seja combinado com psicoterapia e acompanhamento psiquiátrico contínuo.
7. A escetamina causa dependência?
Quando utilizada em doses terapêuticas e sob supervisão médica, não causa dependência.
8. O tratamento é doloroso?
Não. Tanto a infusão quanto o spray nasal são procedimentos tranquilos e bem tolerados.
Se você ou alguém próximo enfrenta depressão resistente, entre em contato e conheça um tratamento inovador com escetamina, em um ambiente seguro, discreto e acolhedor.
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