Escetamina ou cetamina: qual a diferença e quando cada uma é indicada?
Postado em: 24/11/2025
Conteúdo sob responsabilidade médica de Dra. Christina Fornazari (CRM 156.680-SP, RQE 65302, Especialista em Psiquiatria), com atuação em psiquiatria intervencionista. Post atualizado em 10/07/2026.

Quem pesquisa sobre depressão resistente encontra os dois termos misturados: cetamina e escetamina. São substâncias relacionadas, mas não são a mesma coisa, e a diferença influencia como cada uma é administrada, onde e em qual contexto clínico.
O que é cetamina e o que é escetamina
A cetamina é uma molécula composta por dois enantiômeros, chamados R e S. A escetamina é derivada dela, mas contém apenas o enantiômero S, isolado.
Essa diferença molecular tem uma consequência prática: o enantiômero S tem maior afinidade pelos receptores NMDA de glutamato, o que embasou seu desenvolvimento como molécula isolada. Foi essa forma que passou por aprovação regulatória específica para depressão resistente em diversos países, incluindo o Brasil, na forma de spray nasal.
Cetamina intravenosa (uso off-label)
A cetamina por via intravenosa é usada para depressão resistente de forma off-label, ou seja, fora da indicação original em bula, que é como anestésico. Esse uso é feito em clínicas especializadas, com protocolo individualizado, avaliação prévia e monitorização durante a aplicação.
Escetamina intranasal (Spravato, aprovada)
A escetamina em spray nasal, conhecida comercialmente como Spravato, tem aprovação regulatória específica para depressão resistente. Sua administração costuma acontecer em consultório psiquiátrico, sob observação direta por um período determinado após a aplicação.
Qual substância é usada na Clínica Innovatio Pamplona
Na Clínica Innovatio Pamplona, a substância utilizada é a escetamina, aplicada por infusão intravenosa, não o spray nasal. O tratamento é popularmente chamado de “infusão de cetamina” porque essa é a nomenclatura mais conhecida, mas a substância administrada aqui é a escetamina.
Essa distinção importa na prática: quem pesquisa sobre Spravato e chega até a clínica esperando o spray nasal encontra, na verdade, o protocolo de infusão, com etapas de triagem e monitorização próprias dessa via.
Depressão resistente como indicação central
Nas duas modalidades, intravenosa ou intranasal, a indicação central é a mesma: depressão resistente, quando não há resposta significativa após pelo menos dois antidepressivos de classes diferentes, usados em dose e tempo adequados. A outra indicação reconhecida é o transtorno depressivo maior com ideação suicida aguda, sempre sob acompanhamento médico próximo.
Critérios de elegibilidade de cada modalidade
A escolha entre uma modalidade e outra depende de fatores práticos e clínicos. A via intravenosa exige estrutura de clínica com equipe presente durante toda a aplicação, e costuma ser considerada quando há necessidade de resposta mais rápida. Já a via intranasal segue um protocolo de acompanhamento em consultório psiquiátrico, com observação por tempo determinado após cada dose, e costuma ser indicada quando o acesso a esse formato está disponível na região.
Em ambos os casos, a indicação depende de avaliação clínica prévia, que analisa histórico de tratamentos, diagnóstico e condições que podem contraindicar o uso, como problemas cardiovasculares não controlados. Você encontra a lista completa de contraindicações em quem pode fazer a infusão de cetamina.
Avaliação clínica como próximo passo
Antes de decidir entre uma modalidade ou outra, o caminho é o mesmo: uma avaliação psiquiátrica que confirma se o critério de depressão resistente está presente e que investiga condições associadas, histórico de tratamentos anteriores e eventuais contraindicações.
É essa avaliação que orienta qual protocolo faz mais sentido para cada caso, considerando também fatores práticos como estrutura disponível e urgência clínica, não uma escolha feita sozinho com base só na substância.
Vale entender também como funciona a infusão de cetamina e quando essa avaliação costuma fazer sentido.
Perguntas frequentes
Escetamina é a mesma coisa que cetamina?
Não. A escetamina é derivada da cetamina, mas contém apenas o enantiômero S, e foi a forma que recebeu aprovação regulatória específica para depressão resistente em spray nasal.
A escetamina causa dependência?
Quando usada em dose terapêutica, sob supervisão médica e protocolo definido, a escetamina não tem indicativo de dependência. O acompanhamento contínuo ao longo do tratamento é parte do que garante esse uso controlado.
Outras condições, como TOC ou TEPT, têm indicação para escetamina?
Essas são áreas de evidência emergente, ainda em avaliação, e não fazem parte das indicações principais tratadas nesta clínica, que são depressão resistente e transtorno depressivo maior com ideação suicida aguda.
Avaliação para o tratamento com escetamina na Clínica Innovatio Pamplona
Na Clínica Innovatio Pamplona, no Jardim Paulista, a indicação entre modalidades é sempre definida a partir de avaliação clínica individual, nunca por escolha isolada do paciente.
Dra. Christina Fornazari (CRM 156.680-SP, RQE 65302, Especialista em Psiquiatria), com atuação em psiquiatria intervencionista.
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Este conteúdo é informativo e não substitui a avaliação de um médico, que é quem indica o tratamento de acordo com o perfil de cada paciente.